Algarve – Guia de Viagem e Roteiro

Para a nossa terceira visita a Portugal (a primeira foi uma estadia curta somente em Lisboa, e a segunda foi um roteiro de 11 dias dirigindo pelo país), voamos de novo para Lisboa e dirigimos para a região do Algarve, no sul do país. Aqui está o roteiro básico da viagem, alguns dos destaques e favoritos que descobrimos, curtimos e recomendamos pelo caminho.

A região do Algarve é conhecida pelo clima ameno, belas praias e cidades / resorts à beira-mar, pelas impressionantes falésias da costa, pelo interior com cidadezinhas encantadoras, e também pela infra-estrutura voltada ao turismo e as grandes comunidades de expatriados. Para essa viagem, nos concentramos na parte central da costa, entre Lagos e Faro. Para aproveitar ao máximo a região, recomendamos evitar os meses de verão (Julho e Agosto) se possível, pois são mais lotados e caros, e o clima do meio de Maio a Junho e de Setembro ao meio de outubro é quente o suficiente para curtir praia (o água do mar pode estar fria) e bem agradável para passear. Fora da alta temporada, também é possível encontrar melhores preços de voos, acomodações, aluguel de carro, etc.

Para essa viagem, alugamos um carro nos primeiros 10 dias de e isso nos deu mais flexibilidade no roteiro e a oportunidade de explorar mais do que se dependêssemos exclusivamente do transporte público. As estradas são boas, e um GPS ou celular com internet funciona bem para ir a qualquer lugar com facilidade. Muitas rodovias têm pedágios e vale a pena obter o transponder ViaVerde na locadora. Paga-se uma pequena taxa pelo uso do transponder e depois todas os pedágios usados ao retornar o carro. Dessa forma, não é preciso ter dinheiro trocado para pagar os pedágios nos guichês de coleta e nem em pagar a multa cobrada caso passe por um leitor automático de pedágio sem o transponder. Ao colocar os destinos no GPS ou aplicativo de navegação, geralmente comparamos as opções de trajeto, pois às vezes a diferença de tempo / distância entre os caminhos com pedágio ou sem pedágio é pequena e pode não valer a pena usar essas estradas o tempo todo. Nós também reparamos que as estradas menores e sem pedágio às vezes passavam pelo meio das cidades, oferecendo oportunidades de descobrir novos lugares e ver mais das vida local.

No 1º dia, chegamos ao aeroporto de Lisboa, compramos um cartão de internet (para uso em celulares desbloqueados ou roteador), e esperamos a empresa de aluguel de carros (Cael) vir nos buscar. Usamos a mesma empresa em nossa viagem anterior pois eles tem preços ótimos, mas como o balcão e estacionamento deles fica fora do aeroporto, eles oferecem o translado de ida e volta. De lá, partimos para o sul em direção a Portimão. O trajeto é de 275 Km e leva cerca de 2h30min.

Nós amamos praia e planejamos nossos roteiros diários para visitar o máximo possível de praias e outros pontos de interesse na costa, dedicando menos tempo para explorar as cidades (agora tenho mais uma razão para voltar lá e posts mais detalhadas por vir!). De acordo com o que tínhamos pesquisado antes da viagem, sabíamos que a maioria das praias tem estrutura básica, e espreguiçadeiras, guarda-sóis ou toldos para alugar por dia, mas o custo pode acumular rapidamente e como era bem provável que parássemos em mais de um local por dia, decidimos comprar duas cadeiras de praia e um guarda-sol (disponíveis em lojas de artigos de praia em todo o Algarve ou outras lojas/supermercados pelo pais) que ficavam no carro para termos conforto onde fôssemos.

Portimao (4 noites) – uma charmosa cidade portuária com população de mais de 55.000 habitantes. Estava movimentado por lá, mas a área central não parece excessivamente “turística” e tinha um vibe local bem animado. Nós fizemos o check-in no nosso hotel e começamos a explorar! A primeira parada foi na Casa de Isabel, uma pequena confeitaria e casa de chá com deliciosos doces e tortas tradicionais, exterior de azulejos e decoração cheia de antiguidades. Terminamos a tarde na Praia da Rocha, muito mais movimentada e turística, e depois de um jantar delicioso em um dos muitos restaurantes da região, o vôo sem dormir finalmente nos derrubou e voltamos ao nosso hotel cedo.

A nossa “base” inicial em Portimão permitiu o fácil acesso a roteiros de bate-volta cada dia para conhecer muitas praias da região. Normalmente começávamos o dia na praia mais distante (para aquele dia), ficávamos um pouco se gostássemos do lugar, e então começávamos a dirigir de volta, parando em outros lugares interessantes que tínhamos planejado pelo caminho. Depois de um bom café da manhã todos os dias, basicamente levamos água e às vezes um lanchinho conosco, e encontrávamos opções de almoço perto de onde estivéssemos quando a fome chegava (outra boa razão para ter internet!). Somos flexíveis e não tivemos nenhuma refeição ruim que eu me lembre – impossível não amar a comida em Portugal! Também aproveitamos para passear pela Ribeirinha (calçadão ao longo do Rio Arade, perto do centro de Portimão) depois do jantar nas noites seguintes, parando para tomar sorvete, provar um doce em uma das pastelarias locais ou só curtir o ambiente. Menção honrosa para a deliciosa Cataplana de Bacalhau que comemos no Restaurante Esquina, e a simpática Pastelaria Arade!

No 2º dia, começamos o roteiro pela Praia de Alvor pela manhã, depois paramos na Praia dos Três Irmãos e vimos a bela paisagem de cima das falésias ao redor das praias Submarino e João de Arens (há uma área de nudismo no lado leste), passamos por Barranco das Canas e na Praia do Alemão, depois chegamos na famosa Praia do Vau, onde encontramos uma área animada com vários restaurantes, e comemos uns petiscos enquanto apreciávamos a vista. Continuando, vimos a Praia de Careanos e a Praia de Tres Castelos de cima, e terminamos o dia de volta na Praia da Rocha.

No 3º dia, seguimos para oeste e passamos pela cidade de Lagos, continuando o caminho até a famosa Praia da Luz, que nos pareceu bem turística e estava movimentada já cedo. Em seguida, passamos algum tempo na encantadora Praia de Porto de Mós, depois seguimos para a Ponta da Piedade onde encontramos algumas das vistas mais espectaculares da região, e onde passeios de barco curtos partem de uma pequena doca na parte de baixo das escadas sinuosas, no nível da água. A próxima parada foi na famosa Praia do Camilo – o acesso à praia é através de 200 degraus de madeira até a enseada embaixo (e subindo os mesmos degraus para sair!). Depois disso, uma rápida parada na Praia Dona Ana nos trouxe de volta para o centro de Lagos, onde também paramos na Meia Praia, na Praia dos Estudantes, na Praia da Batata, e curtimos vistas do Forte da Ponta da Bandeira, do Castelo Medieval de Lagos, da marina da cidade / docas de pesca e da movimentada área da Ribeira de Bensafrim. O almoço no fim da tarde ainda foi nas proximidades, no Restaurante A Barrigada – um delicioso rodízio de peixe fresco e mariscos grelhados acompanhado de batatas cozidas e salada de tomate.

No 4º dia, atravessamos a Ponte Velha sobre o Rio Arade, para o leste de Portimão, paramos na Praia do Pintadinho, no Farol da Ponta do Altar e passamos um tempinho caminhando em Carvoeiro para conferir essa cidade listada como um dos melhores lugares do mundo para se viver depois de se aposentar. A cidade estava super movimentada, tem o relevo mais elevado nos arredores, descendo até uma praia pequena bem bonitinha no centro. A praia e áreas em volta estavam muito cheias e estavam montando a estrutura para um festival, então encontrar estacionamento próximo foi um desafio. Do Carvoeiro, pegamos a estrada cênica para o Algar Seco e aproveitamos pontos de vista privilegiados do litoral e das formações rochosas. Há também um calçadão entre os dois pontos para caminhar e aproveitar a paisagem. Dirigimos por áreas com casas de luxo e hotéis / resorts até a próxima parada na famosa Praia de Benagil. As vagas de estacionamento junto à praia são super limitadas, mas há um estacionamento grande e gratuito no alto da colina, em frente ao Restaurante Litoral (é uma caminhada íngreme parair e voltar). Passando da área do estacionamento e continuando na direção do mar, percorremos as trilhas que levam à beira das falésias, literalmente acima das famosas Cavernas de Benagil, e chegamos a um ponto onde pudemos ver o interior da caverna de cima, pois há uma abertura no teto. Na praia, nós compramos ingressos para um passeio de barco até as cavernas e curtimos a areia, água clara e beleza da praia até o horário do nosso bilhete. O guia do passeios de barco da Taruga Tours foi ótimo, e uma visita às cavernas é obrigatório na nossa opinião! – Caiaques para aluguel também estão disponíveis na praia, e de caiaque pode-se chegar e parar em muitas das cavernas próximas e nas prainhas acessíveis apenas pelo mar. Completamente energizados e maravilhados depois do nosso passeio, voltamos ao carro para dirigir até a última parada planejada do dia, a popular Praia da Marinha, com suas vistas de tirar o fôlego e beleza inegável. Um lugar perfeito para terminar o dia antes de voltar a Portimão.

No 5º dia, saímos do nosso hotel em Portimão e começamos a viagem para a nossa próxima “base” mais a leste. Paramos no miradouro da Capela de Nossa Senhora da Rocha e ficamos maravilhados com a vista da Praia Nova e da Praia da Senhora da Rocha. A próxima parada foi na Praia da Cova Redonda, onde uma longa sequencia de degraus leva a uma linda faixa de areia cercada por hotéis de luxo. Continuamos até a Praia dos Tremoços e depois chegamos a Praia do Vale do Olival. Seguindo para o leste desde Portimão, percebemos que o terreno estava mudando, e as altas paredes do penhasco à beira do mar estavam se tornando escarpas mais baixas até chegarmos à Praia de Armação de Pêra, onde a praia fica apenas alguns degraus abaixo do nível da rua. Nós AMAMOS a área ao redor dessa praia, muito animada (pelo menos nos meses mais quentes) com um calçadão largo e agradável, inúmeras lojas e restaurantes, e muitos edifícios residenciais e casas, um contraste visível de outras áreas onde há principalmente hotéis ao redor da praia. Passamos o resto do dia em Armação de Pêra e depois dirigimos para o nosso próximo hotel em Quarteira no início da noite.

Quarteira (3 noites) – é uma pequena cidade na área central do Algarve com cerca de 22.000 habitantes. Sua praia de areia dourada, relevo plano sem falésias ao longo da costa e mar de águas calmas, quando adicionados a uma boa localização com fácil acesso a outras praias famosas e vilas / cidades próximas, oferecem ótimo custo benefício em um dos melhores pontos da região, popular com turistas portugueses. O que falta em charme arquitetônico tradicional, ganha-se com a bela praia com faixa de areia larga, estrutura e amenidades turísticas, e uma extensa seleção de restaurantes, bares, lojas e cafés. Acreditamos que Quarteira é um destino mais relaxante, não um “point” de agito, o que para nós foi perfeito!

No 6º dia, saímos do hotel pela manhã e dirigimos direto para a cênica Praia de São Rafael, e depois demos uma olhada na pequena e rochosa Praia dos Arrifes. Chegando em Albufeira em seguida, encontramos uma vaga para estacionar (raridade!) e começamos a explorar a pé. As três praias perto do centro da cidade – Peneco, Pescadores e Inatel – pareceram muito agradáveis e ofereciam muitas comodidades. No caminho saindo da cidade, nós passamos em algumas outras praias – Praia dos Alemães, Praia da Oura, Praia de Santa Eulália, e a grande extensão de falésias vermelhas e areia dourada na Praia da Falésia – antes de regressar a Quarteira para terminar o dia na Praia do Forte Novo.

Albufeira, cidade famosa a oeste de Quarteira, cheia de morros e ladeiras, onde a costa é novamente formada em torno das falésias, e destino muito popular para expatriados e turistas estrangeiros, incluindo muitos britânicos – há muitos pubs e restaurantes que oferecem comida britânica – mas, com mais de 500 restaurantes, cafés e bares na cidade, muitas outras opções também são oferecidas. Albufeira é a maior cidade turística do Algarve, e o centro histórico ou Cidade Velha manteve bastante da arquitetura e encanto tradicional portugues, oferecendo ainda inúmeras opções de comércio e servicos. A parte construida mais recentemente (identificada como “Cidade Nova”) possui um “Strip” repleto de restaurantes e bares, condomínios modernos, casas e edifícios de luxo. As ruas estreitas e muitas vias de sentido único, somadas a uma população que pode aumentar mais de 20 vezes nos meses de verão, dificultavam a navegação e foi um pouco demais para nós. Para aqueles que ficam hospedados em Albufeira e podem caminhar por terrenos íngremes, não faltam restaurantes, lojas, vida noturna e opções de entretenimento. Vale mencionar as escadas rolantes ao ar livre que vão do Mirante do Pau da Bandeira (Miradouro) até a praça ao lado da praia (Largo 25 de Abril) abaixo, algo que nunca tínhamos visto antes, mas nos economizou bastante esforço! 🙂

No 7º dia, dirigimos para o leste até a cidade do Faro e notamos uma mudança de ritmo ao sermos recebidos por um ambiente muito mais movimentado e mais urbano, tráfico pesado, rodovias de várias pistas e viadutos. Passamos pelo Aeroporto Internacional antes de atravessar a ponte para a linda Praia de Faro. Era um dia maravilhoso e nós ficamos tão impressionados com a praia – sua areia clara, água convidativa e terreno plano – que nós decidimos ficar lá e relaxar um pouco, descansando dos dias anteriores com roteiros mais cheios. Há estacionamento gratuito ao lado da areia (o maior é logo em frente à saída da ponte, mas notamos que as vagas estavam cheias por volta de 11 da manhã) e uma grande variedade de restaurantes e bares beiram a rua principal nas duas direções, proporcionando opções variadas para comprar comida e bebidas! Felizes e re-energizados, saímos do Faro e voltamos ao nosso hotel no fim do dia.

No 8º dia, arrumamos a bagagem no carro e saímos de Quarteira para o norte, no caminho de volta para Lisboa. Tínhamos planejado uma parada em Loulé e descobrimos uma cidadezinha adorável cheia de charme, história e influências arquitetônicas variadas – dos mouros aos reis medievais e muito mais! Passeando pelo Mercado de Loulé e pelas ruas próximas do centro histórico, ficamos encantados com os becos coloridos, as lojinhas fofas, o antigo castelo murado, e também adoramos a sensação de que a cidade tem vida própria, não revolvendo tanto em torno do turismo. Voltamos à estrada e paramos para um almoço tarde em Setúbal antes de chegar de volta a Lisboa (3 noites).

No 9º dia, passámos um tempo em Sintra e Cascais, revisitando locais favoritos e descobrindo novos. Voltamos a Lisboa a tempo de encontrar amigos que moram lá para um agradável jantar perto de Martin Moniz e passeamos pelas animadas ruas do bairro histórico até tarde da noite.

No 10º dia, passamos um dia relaxante na Praia de Fiqueirinha e adoramos ver de novo o cenário marcante da região, voltando à “base” em Lisboa no final da tarde.

No 11º dia, nós entregamos o carro alugado no aeroporto pela manhã, entramos no metrô e passamos o resto do dia curtindo as atrações familiares e explorando alguns lugares novos em Lisboa usando transporte público.

No 12º dia, deixamos nossa acomodação cedinho e fomos para o aeroporto pegar nosso vôo de volta, já com saudades desse país maravilhoso – com certeza estaremos de volta em breve!

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